
Campanha cadastrará doadores de medula óssea em Paranaíba
Leidiane Sabino
Amanhã será um dia especial em Paranaíba, já que o Hemosul de Campo Grande-MS estará na cidade cadastrando possíveis doadores de medula óssea. Das 7h às 16h, toda pessoa com idade entre 18 e 55 anos pode comparecer no Hemonúcleo do município, anexo à Santa Casa, e se cadastrar.
A campanha é organizada pelos profissionais do Hemosul e conta com o apoio de diversas entidades de Paranaíba, como o Rotary Club Paranaíba, Rotaract e Interact Club, Ministério Público e diversos cidadãos que abraçaram a causa.
No cadastramento serão coletados quatro ml de sangue de cada voluntário. O procedimento de coleta é semelhante ao realizado em laboratório para coleta e exame de sangue.
O material colhido será examinado, sendo identificado geneticamente por meio de um exame chamado HLA e irá para o banco de dados nacional, o Redome (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e, caso haja compatibilidade com algum doente, o que acontece com raridade, o voluntário será convidado a retirar apenas 10% de sua medula saudável em um processo cirúrgico simples, para doar a quem precisa.
A medula óssea é um tecido líquido encontrado no interior dos ossos e é responsável por produzir as células do sangue. Pessoas portadoras de doenças que afetam as células sanguíneas e precisam da substituição da medula óssea doente por medula óssea normal muitas vezes não conseguem localizar um doador compatível e acabam morrendo à espera de uma doação.
“O cadastramento de doadores é muito importante para salvar a vida dessas pessoas que aguardam com pouca esperança de conseguir uma nova medula. Por falta de informação, os possíveis doadores não sabem a grande importância que tem este simples gesto, uma atitude simples, que salva vidas”, disse a voluntária Marília Machado de Arruda Brasil.
Marília ainda completou, “contamos com a colaboração de todos a aderirem à campanha e se tornarem doadores de medula óssea. Não existe risco e o doador poderá levar sua vida normalmente, como antes, levando somente consigo, para o resto da vida, o orgulho e a virtude de ter salvado a vida de alguém”.
Segundo o voluntário Luiz Antônio Ferreira Freitas, membro do Rotary Club Paranaíba, não é fácil achar um doador de medula óssea, como se acha de sangue, por isso o cadastro quer reunir o maior número de pessoas.
Várias pessoas voluntárias estarão disponíveis no sábado para tentar inscrever o maior número possível de pessoas.
Jéssica Miranda apóia a campanha
A jovem paranaibense Jéssica Soares Miranda apóia a campanha de doação de medula óssea. Ela tem 16 anos de idade e, em novembro do ano passado, descobriu que estava com câncer na região dos rins.
Jéssica passou por uma cirurgia que retirou um rin, baço, pâncreas, vesícula e estômago.
Após a cirurgia, ela fez um tratamento de oito meses em Barretos-SP, foram realizadas várias sessões de quimioterapia.
“Foi um momento em minha vida em que aprendi muita coisa. Foi muito difícil estar em uma cama de hospital, lutando por minha vida, mas nunca desisti. Agradeço a Deus pela oportunidade de viver”, disse Jéssica.
Ela apóia a campanha de doação de medula óssea, pois imagina o quanto sofrem as pessoas que têm doenças que afetam as células sanguíneas. “Muitas vezes as pessoas perdem a esperança por que é muito difícil encontrar um doador compatível. Eu sei que cada um de vocês pode ajudar essas pessoas que, assim como eu, lutam por uma nova chance de viver”, disse Jéssica.
CASSILÂNDIA
Uma campanha para cadastramento de doadores de medula feita pelo Hemosul em Cassilândia bateu recorde de doadores. Em dois dias de mobilização, nos dias 6 e 7 de setembro, 1788 pessoas se cadastraram no município - Número quase nove vezes maior que a média de campanha que é de, aproximadamente, 250 cadastros.
De acordo com a coordenadora do setor de medula óssea do Hemosul, Lucéia Maria Fernandes, o sucesso da campanha deve-se a mobilização feita pela família de uma paciente que sensibilizou toda a população, a jovem Cristina Paulino Guimarães.
Normalmente uma campanha como esta é feita junto aos doadores de sangue porque com a coleta pode-se fazer o exame necessário para doar medula, e o cadastro é feito na hora. Para ser um doador de medula é necessário duas coisas: não ter contraído hepatite do tipo B ou C e não ser paciente com câncer.
Cristina, filha de Adma Paulino Guimarães e Manoel Borges Guimarães (Manoel Pio), nasceu e cresceu em Cassilândia. Mesmo com a grande quantidade de doadores em Cassilândia, não foi encontrada uma pessoas compatível com Crisina.
A leucemia atinge uma pessoa a cada 100 mil por ano. Refere-se a um grupo de cânceres que afetam as células brancas do sangue, responsáveis pela defesa do organismo.
Autor: Jornal Tribuna Livre Online
Data: 17/10/2008
Fonte:JORNAL TRIBUNA LIVRE ONLINE